Ministra: taxa sobre comércio alimentar é «pequena»
A ministra da Agricultura veio esta quarta-feira esclarecer que anova taxa sobre o comércio alimentar que o Governo quer criar é «pequena» e que incide apenas sobre «as grandes superfícies».
«Esta é uma pequena taxa que, além do mais, não se aplica a superfícies de área inferior a 400 metros quadrados», explicou aos jornalistas Assunção Cristas.
Quanto terão de pagar ao certo os distribuidores? A governante não avançou com valores e explicou porquê: «O valor concreto está ainda a ser trabalhado pelo Governo. Ainda não está acabado. O que foi feita foi uma consulta às entidades. Como por vezes acontece nestas coisas, um trabalho que ainda está em progresso rapidamente vai parar à comunicação social. Eu esperava ter podido, no final de concluído todo o trabalho e com todo o detalhe da informação, ter explicado, e farei a seu tempo, quando for aprovado em Conselho de Ministros».
Os argumentos da ministra
Assunção Cristas considera a criação desta taxa como «fundamental». Isto «porque vai fazer parte de um fundo criado para a saúde e para a segurança que é o que nos dá garantias a todos enquanto consumidores de que consumimos produtos no seu melhor estado e com um controlo muito eficaz. É muito importante que todo o elo da cadeia agroalimentar possa contribuir para este fundo».
Para além disso, «nós já temos os produtores e a indústria transformadora a contribuírem com taxas específicas há muito tempo criadas nesta matéria. Não tínhamos o contributo da grande distribuição e para nós é importante que haja uma repartição solidária, uma responsabilidade partilhada e equitativa».
E continuou: «Se temos a ambição e a obrigação de termos sistema seguro do ponto de vista alimentar que garanta a todos os consumidores que o que consumimos está em boas condições, precisamos de ter controlo ao longo de toda a cadeia e que ela venha a contribuir para este fundo que, como digo, na sua maioria vai ser alimentado por taxas que já existem sobre a produção e sobre a indústria transformadora».
De uma forma ou de outra, «estes custos terem de ser suportados sob pena de nos colocarmos em perigo a nossa saúde e de colocarmos em perigo as nossas exportações».
O setor da grande distribuição classificou já hoje de «inoportuna» a proposta do Governo e avisou que a nova taxa será paga pelos consumidores.
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