Governo vai dar incentivos a empresas que contratem jovens

O secretário de Estado do Emprego, Pedro Silva Martins, admitiu esta terça-feira que a contratação de jovens desempregados poderá ser incentivada, ainda este ano, através de apoios financeiros às empresas, no âmbito do projecto fomentado pela Comissão Europeia.

«Penso que será possível assegurar que o começo destes programas, que irão resultar desta iniciativa da Comissão Europeia em conjunto com vários Estados-membros, incluindo Portugal, tenha lugar ainda em 2012», admitiu.

O governante à margem de uma iniciativa da UGT, em Viana do Castelo, e sublinhou a importância da proposta, lançada em Janeiro pelo presidente da Comissão Europeia, para a promoção imediata de programas-piloto para reduzir o desemprego jovem.

«Portugal, infelizmente, tem uma situação particularmente séria no domínio do desemprego jovem e é muito importante desenvolver medidas activas de emprego que procurem ultrapassar esta situação», disse ainda Pedro Silva Martins, citado pela Lusa.

O governante explicou que, no seguimento da proposta lançada pela Comissão, serão «mobilizadas verbas» dos fundos comunitários «para termos mais recursos para dar incentivos às empresas para formar e contratar desempregados, em particular jovens».

Este programa de intervenção foi lançado em Janeiro, na cimeira de Bruxelas, por José Manuel Durão Barroso, tendo em conta a necessidade dos oito países com níveis de desemprego jovem significativamente acima da média da União Europeia, casos de Espanha, Grécia, Eslováquia, Lituânia, Itália, Portugal, Letónia e Irlanda.

Para estes países, Bruxelas propõe a formação imediata de «equipas de acção» compostas pelas autoridades dos países, pelos parceiros sociais nacionais e pela Comissão Europeia.
«Nas 11 semanas entre agora e meados de Abril, as equipas de acção desenvolverão planos com objectivos a serem incluídos nos programas nacionais de reformas» e, tendo como base os fundos sociais e regionais que ainda podem ser reprogramados, essas equipas combinarão fundos nacionais e europeus, explicou Barroso.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/e

publicado por adm às 23:17 | comentar